# Canais desportivos perdem tração na TV italiana em 2025, penalizados por ano sem grandes eventos

> Audiências médias caem 13,5% e quota de ecrã desce 11,2% face a 2024; SuperTennis destaca-se em contraciclo. Exclusões de medição e migração para streaming distorcem comparação.

- Publicado: 2026-03-12 10:34
- Tags: Direitos Tv, Italia, Portugal, Dazn, Sky, Sportitalia, Raisport, Supertennis, Eurosport, Auditel
- Fonte original: [Calcio e Finanza](https://www.calcioefinanza.it/2026/03/10/ascolti-tv-canali-sportivi-2025-2024-calo-share/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/03/12/canais-desportivos-perdem-tracao-na-tv-italiana-em-2025-penalizados-por-ano-sem-grandes-eventos/

## O que aconteceu

Os principais canais desportivos em Itália registaram em 2025 uma quebra nas métricas lineares: a quota média diária desceu de **3,29% (2024) para 2,92% (2025)** (-11,25%) e a audiência média diária caiu de **271.570 para 235.010 espectadores** (-13,46%), segundo dados Auditel com medição clássica (sem total audience). O efeito de base de 2024 (ano de Europeu de futebol e Jogos Olímpicos) e mudanças de distribuição/medição — como a saída dos canais Eurosport da amostra Auditel a partir de julho de 2025 e a contabilização da DAZN apenas nos canais via Sky, excluindo a sua plataforma de transmissão online (OTT) — pesaram nos resultados.

### Por Que Importa

- Receita publicitária TV linear: menos share e menos minutos visualizados pressionam **CPM (custo por mil)** e negociação de grelhas, afetando o preço e o inventário dos canais desportivos.
- Direitos e estratégia de distribuição: a migração de eventos premium para canais generalistas (ex.: finais de competições) altera o **retorno do investimento (ROI)** dos pacotes de direitos e o valor dos canais temáticos.
- Medição fragmentada: exclusões (Eurosport) e não inclusão do consumo OTT da DAZN criam **assimetria de dados**, com risco de subavaliar a audiência total do desporto.
- Planeamento de patrocinadores: marcas podem **re-otimizar orçamentos** para plataformas digitais/OTT e para propriedades com crescimento (ex.: ténis), ajustando ativações.

### Números

- Sky Sport: share de **1,66% → 1,53%** (-7,83%); audiência média **136.827 → 123.242** (-9,93%).
- RaiSport: **0,72% → 0,50%** (-30,56%); **59.079 → 40.458** (-31,52%).
- SuperTennis: **0,20% → 0,35%** (+75%); **16.457 → 27.745** (+68,59%).
- Sportitalia: share estável **0,32%**; audiência **26.411 → 25.867** (-2,06%).
- Eurosport: **0,34% → 0,18%** (-47,06%); **28.903 → 14.603** (-49,48%) — impacto também da saída da medição (desde jul-2025).
- DAZN (apenas canais via Sky): **0,05% → 0,04%** (-20%); **3.893 → 3.095** (-20,50%) — marginal face ao consumo OTT (não incluído).

### Entre Linhas

- A comparação 2025 vs. 2024 está condicionada: ausência de mega-eventos, jogos-chave em canais generalistas e cobertura parcial da audiência total fazem deste um **indicador de tendência na TV linear**, não do consumo total de desporto (OTT não incluído/ não confirmado em detalhe).

### E agora?

- Expectável reforço de pacotes híbridos (TV + OTT) e maior ênfase em métricas de total audience para negociação de publicidade e patrocínios.
- Canais temáticos podem reconfigurar grelhas para eventos de nicho em crescimento (ex.: ténis) e formatos de estúdio com **baixa exposição reputacional** para estabilizar receitas.
