# Clubes europeus superam €30 mil M em receitas mas perdem >€1 mil M; Uefa aponta custos e regulação desigual

> Dados a apresentar no FT Business of Football Summit revelam lucros concentrados e perdas recorde em poucos emblemas; capital privado privilegia participações minoritárias

- Publicado: 2026-02-26 09:06
- Tags: Financas, Inglaterra, Estados Unidos, Premier League, Uefa, Europa, Italia, Espanha, Fc Barcelona, Atletico De Madrid, Franca, Olympique Lyonnais, Tottenham Hotspur, Apollo Global Management, Ac Milan, Chelsea Fc, Inter De Milao, Redbird Capital Partners, Arsenal, Clearlake Capital, Oaktree Capital, Ft Business Of Football Summit
- Fonte original: [Financial Times (resumo; alguns dados preliminares)](https://www.ft.com/content/38ea1548-6bbf-4200-b5e3-7e07b55cdd3e)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/02/26/clubes-europeus-superam-euro30-mil-m-em-receitas-mas-perdem-greatereuro1-mil-m-uefa-aponta-custos-e-regulacao-desigual/

## O que aconteceu

A Uefa antecipou que os clubes das principais ligas europeias ultrapassaram **€30 mil milhões** em receitas no último exercício, face a €28,6 mil M no ano anterior, mas, apesar do pico histórico, o setor registou **prejuízos agregados pré‑impostos de cerca de €1,1 mil milhões**. Patrocínios, transferências e prémios das competições pan‑europeias impulsionaram a faturação, enquanto custos operacionais e salários pressionaram margens. Os dados, a divulgar na quinta‑feira no FT Business of Football Summit, baseiam‑se em submissões iniciais de **>700 clubes**, sendo que os **25 maiores** representam quase metade das receitas.

### Por Que Importa

- Margens sob pressão: a **inflação salarial** (4,8%) e o aumento de custos operacionais (Arsenal +35%, Chelsea +51%, FC Barcelona +19%) neutralizam o crescimento de receitas, atrasando o caminho para **rentabilidade operacional** ampla.
- Concentração de risco: **perdas significativas em poucos clubes** (ex.: Chelsea €407 M) distorcem o agregado, ainda que **~2/3 dos primeiros reportantes** tenham apresentado lucro em 2025.
- Modelo de financiamento em mutação: queda em aquisições totais pelo 3.º ano e avanço de **participações minoritárias, equity estruturado e crédito privado**, separando **alocação de capital** de **controlo**.
- Regulação: o novo enquadramento financeiro da Uefa (limites de gastos com plantéis vs. receitas) começa a disciplinar custos; a **Premier League** prepara sistema semelhante, mas a **falta de regras domésticas consistentes** limita retornos ao nível pré‑pandemia.

### Números

- Receitas agregadas: **>€30 mil M** (vs. €28,6 mil M).
- Prejuízo agregado pré‑impostos: **~€1,1 mil M** (em linha com 2024).
- Contribuição dos 25 maiores: **~50%** das receitas.
- Exemplos de perdas: **Chelsea €407 M**, **Olympique Lyonnais €196 M**, **Tottenham €148 M**.
- Crescimento de salários: **4,8%** (vs. 1,8% em 2024).
- Operações M&A: **29 clubes** mudaram de controlo (queda pelo 3.º ano).

### Entre Linhas

- Clubes procuram **receitas alternativas** (hospitalidade, eventos não‑futebol), mas exigem capex e elevam o **opex**; o retorno do investimento (ROI) pode ser mais lento sem reforço de direitos domésticos.
- O interesse de fundos dos EUA mantém‑se, mas com **apetites por valuation elevados** (ex.: Atlético de Madrid >€2 mil M) e maior preferência por **estruturas menos intrusivas** (minoritários/crédito), mitigando risco de governação.

### E agora?

- Expectativa de **estabilização de perdas** em 2025, dependente de controlo salarial e valorização de ativos (jogadores/estádios).
- Vigilância à **negociação de direitos domésticos** (alguns mercados em fraqueza) e à **captação internacional** via competições europeias para sustentar o topo de receitas.
