IA já é usada por 82% das organizações desportivas e impulsiona receitas e desempenho

Relatório Global SportsTech (SportsPro e Sportradar) mostra adoção massiva da inteligência artificial, com planos de aumento de investimento e procura por soluções específicas para o desporto.

20 fev 2026 • há 12 horas • Leitura original: SportsPro / Sportradar (autor: Steve McCaskill)
IA já é usada por 82% das organizações desportivas e impulsiona receitas e desempenho — SportsPro / Sportradar (autor: Steve McCaskill)

O que aconteceu

Um novo Global SportsTech Report, da SportsPro em parceria com a Sportradar, baseado em mais de 160 executivos seniores de várias geografias, conclui que 82% das organizações desportivas já utilizam inteligência artificial (IA). Quase todos os adotantes planeiam aumentar o investimento nos próximos 12 meses e perto de 3/4 reportam valor tangível. O estudo identifica 32 tendências em seis áreas: media e conteúdos, envolvimento de adeptos, infraestruturas e operações, apostas e jogos, estádios e recintos, e performance desportiva.

Por Que Importa

  • Monetização digital: 60% afirmam que plataformas digitais já desbloquearam novas receitas diretas; o direto‑ao‑consumidor (DTC) mais promissor é apostas e gaming (31%).
  • Prioridade estratégica: 72% veem a IA como a tecnologia com maior potencial transformador nos próximos 5 anos, indicando realocação de orçamentos e reforço de equipas de dados.
  • Experiência em recinto: 57% acreditam que 5G/Wi‑Fi melhorado vai transformar a vivência no estádio, com impacto em consumo, patrocínios e venda in‑app.
  • Performance e scouting: 78% apontam analítica de dados como a maior oportunidade “em campo” a 5 anos, influenciando decisões de recrutamento, prevenção de lesões e valorização de ativos (jogadores).

Contexto

  • O relatório reúne contributos de entidades como Sportradar, Comité Olímpico Internacional (COI), National Hockey League (NHL), Fórmula 1, UEFA, Microsoft e Google, refletindo alinhamento entre ligas, media e tecnologia.
  • Apesar do otimismo, 63% pedem inovações mais específicas para o desporto, sinalizando espaço para soluções verticalizadas (não confirmado quais subáreas prioritárias).

E agora?

  • Clubes e ligas deverão mapear casos de uso com retorno do investimento (ROI) claro: segmentação de audiências, preços dinâmicos, personalização de conteúdos e modelos antifraude para bilhética e apostas.
  • Operadores de recintos: acelerar planos de conectividade 5G/Wi‑Fi e integração de dados para elevar carrinho médio e ativos de patrocínio com métricas de custo por mil (CPM) verificáveis.
  • Fornecedores tech: oportunidade para produtos “desporto‑first” em DTC, direitos e compliance, respondendo à lacuna de soluções setoriais identificada por 63% dos inquiridos.

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