IA já é usada por 82% das organizações desportivas e impulsiona receitas e desempenho
Relatório Global SportsTech (SportsPro e Sportradar) mostra adoção massiva da inteligência artificial, com planos de aumento de investimento e procura por soluções específicas para o desporto.
O que aconteceu
Um novo Global SportsTech Report, da SportsPro em parceria com a Sportradar, baseado em mais de 160 executivos seniores de várias geografias, conclui que 82% das organizações desportivas já utilizam inteligência artificial (IA). Quase todos os adotantes planeiam aumentar o investimento nos próximos 12 meses e perto de 3/4 reportam valor tangível. O estudo identifica 32 tendências em seis áreas: media e conteúdos, envolvimento de adeptos, infraestruturas e operações, apostas e jogos, estádios e recintos, e performance desportiva.
Por Que Importa
- Monetização digital: 60% afirmam que plataformas digitais já desbloquearam novas receitas diretas; o direto‑ao‑consumidor (DTC) mais promissor é apostas e gaming (31%).
- Prioridade estratégica: 72% veem a IA como a tecnologia com maior potencial transformador nos próximos 5 anos, indicando realocação de orçamentos e reforço de equipas de dados.
- Experiência em recinto: 57% acreditam que 5G/Wi‑Fi melhorado vai transformar a vivência no estádio, com impacto em consumo, patrocínios e venda in‑app.
- Performance e scouting: 78% apontam analítica de dados como a maior oportunidade “em campo” a 5 anos, influenciando decisões de recrutamento, prevenção de lesões e valorização de ativos (jogadores).
Contexto
- O relatório reúne contributos de entidades como Sportradar, Comité Olímpico Internacional (COI), National Hockey League (NHL), Fórmula 1, UEFA, Microsoft e Google, refletindo alinhamento entre ligas, media e tecnologia.
- Apesar do otimismo, 63% pedem inovações mais específicas para o desporto, sinalizando espaço para soluções verticalizadas (não confirmado quais subáreas prioritárias).
E agora?
- Clubes e ligas deverão mapear casos de uso com retorno do investimento (ROI) claro: segmentação de audiências, preços dinâmicos, personalização de conteúdos e modelos antifraude para bilhética e apostas.
- Operadores de recintos: acelerar planos de conectividade 5G/Wi‑Fi e integração de dados para elevar carrinho médio e ativos de patrocínio com métricas de custo por mil (CPM) verificáveis.
- Fornecedores tech: oportunidade para produtos “desporto‑first” em DTC, direitos e compliance, respondendo à lacuna de soluções setoriais identificada por 63% dos inquiridos.