# Influencers ganham terreno na captação de audiências que a televisão já não alcança no desporto

> Ligas como NFL, FIFA e Fórmula 1 apostam em criadores digitais para traduzir o jogo em cultura e acelerar crescimento junto da Geração Z.

- Publicado: 2026-02-16 10:06
- Tags: Direitos Tv, Estados Unidos, Fifa, Europa, Formula 1, Portugal, Nfl, Londres, Reino Unido, Netflix, Nike, Tiktok, Wnba, Aston Martin, F1 Academy, Vml Intelligence, Glaize, Charlotte Tilbury, Elemis
- Fonte original: [City A.M. / Marie Stafford (VML Intelligence)](https://www.cityam.com/why-influencers-could-blow-traditional-broadcasters-out-of-the-water/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/02/16/influencers-ganham-terreno-na-captacao-de-audiencias-que-a-televisao-ja-nao-alcanca-no-desporto/

## O que aconteceu

A NFL, à semelhança da FIFA e da Fórmula 1, intensificou a colaboração com criadores digitais, usando os seus canais sociais para chegar a novos públicos na Europa e nos Estados Unidos. Dados citados pela VML Intelligence indicam que **68% dos consumidores** (73% na Geração Z) seguem criadores por serem autênticos e relacionáveis, sustentando a mudança do modelo centrado na **transmissão** tradicional para um ecossistema onde **influencers** funcionam como tradutores culturais do desporto.

### Por Que Importa

- Receita e direitos: com o mercado global do desporto a caminho de **$600 mil milhões até 2030**, o crescimento virá de audiências não tradicionais; criadores podem reduzir custo de aquisição de fãs e desbloquear novos patrocínios.
- Patrocínios e marcas: ativações como **Aston Martin x Glaize**, **Charlotte Tilbury na F1 Academy** e **Elemis com Jessica Hawkins** mostram novas categorias a investir, atraídas por públicos mais jovens e femininos.
- Audiências e engagement: na F1, **70% dos fãs Gen Z nos EUA** interagem diariamente com conteúdos; na WNBA, a audiência **triplicou em dois anos**, em parte por histórias e criadores que ligam desporto a identidade e estilo de vida.
- Estratégia de conteúdo: a emissão em direto mantém-se central, mas passa a ser apenas um nó; criadores funcionam como **porta de entrada emocional**, explicando regras, contexto e ligação à cultura.

### Contexto

- A fragmentação mediática e a quebra das audiências lineares enfraquecem o modelo "comprar direitos + comentaristas + esperar que apareçam"; a proximidade e a identidade, valorizadas pela Geração Z, favorecem o formato criador.
- Séries documentais e "making-of" alimentam um **funil inverso**: do streaming (plataformas de transmissão online) para as redes sociais e, depois, para o direto.

### Números

- 68% dos consumidores seguem criadores por autenticidade; **73%** na Geração Z.
- **76%** procuram entretenimento nos criadores (81% na Geração Z).
- **60%** escolheriam uma marca recomendada por um criador (65% na Geração Z).
- F1: **3 em cada 4 novos fãs são mulheres**; **70%** dos Gen Z nos EUA interagem diariamente.
- WNBA: audiência **>3x** em dois anos; mulheres são **42%** dos fãs de desporto masculino a nível global (valores originais não detalhados pela fonte).

### E agora?

- Ligas e clubes devem estruturar **programas de criadores** com métricas claras (alcance incremental, conversão em bilhetes/merchandising, retorno do investimento - ROI), salvaguardando **direitos de transmissão** e diretrizes de marca.
- Marcas encontram **baixa exposição reputacional** ao trabalhar com perfis com forte fit cultural, mas exigem **due diligence** e contratos com cláusulas de conduta.
