# Oito clubes da Premier League não gastaram em janeiro: prudência, PSR e mercado inflacionado

> Janela de inverno de 2026 fechou com €469 M, longe do pico de verão e com oito emblemas — entre eles Manchester United, Chelsea e Newcastle — sem pagar transferências.

- Publicado: 2026-02-04 09:00
- Tags: Financas, Inglaterra, Estados Unidos, Premier League, Europa, Liverpool, Newcastle United, Manchester City, Londres, Manchester, La Liga, Barcelona, Tottenham Hotspur, Chelsea, Nottingham Forest, Benfica, Manchester United, Wolverhampton Wanderers, Everton, Arsenal, Deloitte, Athletic Club, West Ham United, Crystal Palace, Football Benchmark, Anderlecht, Sunderland
- Fonte original: [The Athletic (Philip Buckingham)](https://www.nytimes.com/athletic/7017769/2026/02/04/why-some-premier-league-clubs-choose-to-spend-nothing-in-january/)
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## O que aconteceu

A janela de transferências de janeiro de 2026 na Premier League encerrou com um gasto total de **€469 M (£405 M)**, alinhado com 2025 mas apenas cerca de **13%** do montante recorde acima de **€4,06 mil M (£3,5 mil M)** despendido na época. Oito clubes — incluindo Manchester United, Chelsea e Newcastle United — não pagaram qualquer verba por reforços da equipa principal. Entre os negócios destacados: Crystal Palace fechou **Jorgen Strand Larsen** por **€49,8 M (£43 M)** e Sunderland contratou **Nilson Angulo** por **€20,3 M (£17,5 M)**. O Liverpool acordou **Jérémy Jacquet** por **€63,7 M (£55 M)** para entrada a 1 de julho.

### Por Que Importa

- Fluxo financeiro concentra-se no verão: historicamente, cerca de **84%** da despesa em transferências ocorre na janela estival, quando há mais oferta, tempo de integração e substituições.
- Regras de lucro e sustentabilidade (PSR) travam riscos: sanções recentes a Everton e Nottingham Forest reforçaram a aversão a exceder limites, reduzindo cheques de inverno.
- Poder de negociação do vendedor em janeiro eleva preços: menor disponibilidade de ativos “chave” aumenta **pressão ascendente nas taxas** e desincentiva compras oportunistas.
- Efeito cascata limitado: se os clubes com maior capacidade não gastam, menos liquidez chega ao restante mercado doméstico e europeu.

### Contexto

- Desde 2002-03, o gasto de janeiro nunca superou o do verão. Exceções notórias: 2010-11 (pico relativo com **Fernando Torres** €58 M/£50 M e **Andy Carroll** €40,6 M/£35 M), 2018 (**Coutinho** €122 M/£105 M viabilizou **van Dijk** €87,1 M/£75 M) e 2023 (recorde de inverno com **Enzo Fernández** €122,8 M/£106 M para o Chelsea).
- Fora de Inglaterra, a tendência repete-se: segundo a Football Benchmark, o inverno equivale em média a **18%** do verão (2018-19 a 2023-24). A Deloitte apontou **€440,4 M (£380 M)** no inverno europeu de 2024 versus **€5.499 M (£4,74 mil M)** no verão.

### Entre Linhas

- Ajuste de risco desportivo: quem mais gasta em janeiro tende a estar a lutar pela sobrevivência ou por lugares europeus (ex.: Crystal Palace e West Ham investiram para fugir à descida).
- Integração desportiva: contratações a meio da época têm menor janela de adaptação; no verão há pré-época e maior probabilidade de retorno do investimento (ROI).

### Números

- Premier League 2026 (jan): **€469 M (£405 M)**.
- Participação do inverno em 2026: ~**13%** de >**€4,06 mil M (£3,5 mil M)** na época.
- “Big deals” de janeiro citados: **Strand Larsen** **€49,8 M (£43 M)**; **Angulo** **€20,3 M (£17,5 M)**; **Jacquet** (acordo para julho) **€63,7 M (£55 M)**.
