# FIFA reforça eixo com Médio Oriente e acirra tensão com UEFA através de novos torneios de clubes

> Modelos da Copa do Mundo de Clubes e da Copa Intercontinental privilegiam receitas e parceiros árabes, pressionando o calendário europeu e a hegemonia da Champions League

- Publicado: 2025-12-19 09:17
- Tags: Industria, Estados Unidos, Champions League, Uefa, Fifa, Europa, Arabia Saudita, Dazn, Public Investment Fund, Flamengo, Franca, Paris Saint Germain, Qatar Sports Investments, Fifpro, Medio Oriente, Aramco, Catar, Copa Intercontinental, Copa Do Mundo De Clubes, Al Ahly, Pyramids, Surj Sports Investment
- Fonte original: [Máquina do Esporte](https://maquinadoesporte.com.br/futebol/com-torneios-continentais-fifa-se-aproxima-de-oriente-medio-e-se-afasta-da-uefa/)
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## O que aconteceu

A FIFA encerrou a Copa Intercontinental com triunfo do Paris Saint‑Germain (PSG) sobre o Flamengo nos penáltis, num ano em que promoveu dois torneios mundiais de clubes: a própria Intercontinental (formato com jogo único para o campeão europeu, pedido pela UEFA) e a nova Copa do Mundo de Clubes, quadrienal, cuja próxima edição está marcada para 2029. As competições têm forte financiamento do Médio Oriente e alimentam a disputa política entre Gianni Infantino (FIFA) e Aleksander Čeferin (UEFA).

### Por Que Importa

- Receita e direitos: a edição recente da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos foi desenhada para **maximizar receitas**, com o parceiro de média DAZN a investir cerca de **US$ 1 mil milhões** em direitos de transmissão.
- Patrocínios estratégicos: a Aramco é patrocinadora principal da Copa Intercontinental e mantém acordo com a FIFA até 2034, de **US$ 100 milhões/ano**, consolidando a **dependência de capital saudita**.
- Geopolítica do futebol: a ligação a fundos e entidades do Médio Oriente (PIF, QSI, Surj Sports Investment) reequilibra poder fora da Europa e **pressiona a hegemonia da Champions League**, núcleo do modelo de negócio da UEFA.
- Calendário e relações laborais: o sindicato internacional de jogadores (FIFPRO) critica **sobrecarga competitiva** e foco exclusivo em receitas, elevando risco reputacional e potenciais custos com saúde dos atletas.

### Contexto

- O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, não compareceu à Copa do Mundo de Clubes, gesto interpretado como boicote à “invasão” da FIFA no ecossistema de clubes.
- Três dos seis participantes da Copa Intercontinental têm financiamento árabe: **Al‑Ahly (PIF)**, **PSG (QSI)** e **Pyramids (Turki Al‑Sheikh)**; o evento foi sediado no **Catar**.
- A estratégia de Infantino também se alinha com a **Copa do Mundo de 2034** na **Arábia Saudita**, reforçando blocos de voto fora da Europa nas futuras eleições da FIFA.

### Entre Linhas

- O “pacote” FIFA para clubes e federações fora da Europa combina visibilidade global, novos fluxos de patrocínio e **acesso a capital do Médio Oriente**, criando dependências que podem **reconfigurar a distribuição de receitas** entre confederações.
- Persistem riscos de fragmentação do calendário e de conflito regulatório com a UEFA, com impacto em audiências, patrocínios e valorização de ativos (não confirmado).

### Números

- DAZN: **US$ 1 mil milhões** em direitos da Copa do Mundo de Clubes.
- Aramco–FIFA: **US$ 100 milhões/ano** até 2034.
- Próxima Copa do Mundo de Clubes: **2029** (data exacta não divulgada).
