# Bayern ponderou vender 5% a fundo externo; conversas com a EQT caíram

> Negociação por uma participação minoritária esbarrou na saída do CFO e no escrutínio do modelo alemão de 50+1. Avaliação de referência: €4,28 mil M.

- Publicado: 2025-12-04 18:50
- Tags: Financas, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Premier League, Bundesliga, Liga Dos Campeoes, Frankfurt, Italia, Portugal, Manchester City, Espanha, Fc Barcelona, Atletico De Madrid, Londres, Real Madrid, Chelsea, Bayern Munique, Apollo, Manchester United, Ac Milan, Adidas, Clearlake Capital, Red Bull, Football Benchmark, Rb Leipzig, Redbird Capital, Samoa, Eqt, Audi, Allianz, Baller League, Arctos
- Fonte original: [Financial Times](https://www.ft.com/content/33c651ee-f6c9-404f-bbe8-ca5eed8896cf)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/12/04/bayern-ponderou-vender-5percent-a-fundo-externo-conversas-com-a-eqt-cairam/

## O que aconteceu

O Bayern Munique manteve este ano conversas com a gestora de capital de risco EQT para vender uma participação minoritária, potencialmente até **5%** do veículo operacional do futebol, mas as negociações fracassaram após a saída do diretor financeiro Michael Diederich no verão. A associação de sócios detém 75% do clube e a sua constituição exige que os membros mantenham pelo menos **70%** da subsidiária do futebol.

### Por Que Importa

- Um acordo teria testado o modelo alemão de **50+1**, num contexto de forte resistência dos adeptos a capital externo, com impacto direto em governação e controlo.
- A venda de até 5% implicaria uma captação potencial relevante: a avaliação de referência do clube é de **€4,28 mil M**, sugerindo um encaixe teórico na ordem de **€214 M** (não confirmado), útil para investimento competitivo em plantel, infraestruturas e receitas comerciais.
- O interesse da EQT sinaliza a procura de ativos desportivos “blue chip” na Europa para atrair investidores de retalho, reforçando a tendência de institucionalização do capital no desporto.
- A ausência de intenção de desinvestimento por parte de Adidas, Audi e Allianz preserva estabilidade acionista, mas limita liquidez futura sem mexer no perímetro de 50+1.

### Contexto

- Na Alemanha, protestos de adeptos levaram a Liga Alemã de Futebol a cancelar (2024) negociações para entrada de capital privado na organização (direitos de transmissão). O caso **RB Leipzig/Red Bull** continua a alimentar o debate sobre identidade e “clubes de plástico”.
- O Bayern é hegemónico na Bundesliga (12 dos últimos 13 títulos), tem mais de **432 mil** sócios e está entre os 5 maiores do mundo por receitas anuais.

### Números

- Avaliação empresarial (Football Benchmark): **€4,28 mil M**.
- Transações recentes na Europa: Atlético de Madrid avaliado acima de **€2 mil M** (acordo de maioria com Apollo); Chelsea vendido por **€2,85 mil M (€2,5 mil M GBP)**; AC Milan por **€1,2 mil M**.
- EQT gere cerca de **€270 mil M** em ativos e investiu **€23 M (€25 M US$)** via veículo de capital de risco na Baller League (formato 6x6 com influenciadores).

### Entre Linhas

- O dossiê terá perdido tração com a saída do CFO, alegadamente o principal elo com a EQT, ilustrando como a **governação e continuidade executiva** influenciam transações em clubes com forte peso associativo.
- Não há indicação de venda por parte de **Adidas, Audi e Allianz**; termos financeiros específicos das conversas Bayern–EQT não foram divulgados (valores não divulgados).
