# UEFA travou fundo pós‑Covid; clubes pagam mais de €200 milhões/ano em juros, estima a McKinsey

> Plano de €7 mil milhões em empréstimos baratos foi abandonado em 2021. Clubes recorreram a financiamentos privados com taxas muito superiores.

- Publicado: 2025-11-14 14:52
- Tags: Financas, Champions League, Uefa, Liga Dos Campeoes, Europa, Bloomberg, Atletico De Madrid, Pgim, Nottingham Forest, Apollo Global Management, Ares Management, Liga Europa, Mckinsey, Citigroup
- Fonte original: [Calcio e Finanza / Bloomberg](https://www.calcioefinanza.it/2025/11/14/fondo-uefa-covid-danno-club/)
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## O que aconteceu

A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) abandonou em 2021 um fundo de apoio pós‑pandemia que previa até **€7 mil milhões** em empréstimos a clubes a taxas reduzidas, garantidos por direitos de transmissão da Liga dos Campeões e Liga Europa. Segundo a consultora McKinsey, a decisão estará a custar aos clubes **mais de €200 milhões por ano** em encargos adicionais, por terem recorrido a financiamento privado a juros mais elevados. A Citigroup era o banco âncora do desenho inicial.

### Por Que Importa

- Sem o mecanismo centralizado, os clubes perderam **poder negocial** e pagam juros significativamente acima do c. de **1%** que a UEFA acreditava poder obter com garantia de direitos televisivos.
- O acréscimo de **>€200 M/ano** em custos financeiros reduz margem para salários, transferências e investimento em infraestruturas.
- O vazio foi ocupado por financiadores alternativos (Ares, Apollo, PGIM), reforçando a **dependência de dívida privada** e a exposição a condições mais duras.
- Maior custo da dívida pode pressionar regras de **sustentabilidade financeira** e afetar competitividade entre clubes com diferentes perfis de risco.

### Contexto

- A pandemia provocou uma quebra de receitas estimada em **vários milhares de milhões de euros** nos clubes europeus.
- O plano da UEFA previa captar dívida barata (c. **1%**) com colateral de direitos de **emissão/transmissão** e reemprestá‑la aos clubes; acabou travado por dúvidas internas sobre a sua complexidade.
- Exemplo de mercado: o **Nottingham Forest** fechou com a Apollo um empréstimo de **£80 M (~€90,5 M)** a **8,75%**, ilustrando o diferencial face ao custo-alvo do esquema UEFA.

### Entre Linhas

- A ausência de um veículo central pode ter transferido valor dos clubes para financiadores, via **spread** de juros, estimado pela McKinsey em **>€200 M/ano**.
- Eventual retoma de um modelo semelhante dependeria de consenso político dentro da UEFA e de um enquadramento de risco mais claro para os direitos de transmissão (não confirmado).
