# ‘Premflix’ em estudo: quanto custaria um serviço direto ao adepto da Premier League?

> Pirataria em alta pressiona a liga inglesa a ponderar um modelo direto‑ao‑consumidor; substituição dos atuais direitos no Reino Unido exigiria receitas de subscrição equivalentes a cerca de €1,81 mil milhões por época.

- Publicado: 2025-11-13 09:58
- Tags: Direitos Tv, Inglaterra, Premier League, Fifa, Arabia Saudita, Dazn, Reino Unido, Apple, Netflix, English Football League, Img, Arsenal, Amazon, Sky, Tnt Sports, Emirates Stadium, The Athletic Fc Podcast
- Fonte original: [The Athletic (Adam Leventhal)](https://www.nytimes.com/athletic/6742756/2025/11/13/premier-league-streaming-premflix/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/11/13/premflix-em-estudo-quanto-custaria-um-servico-direto-ao-adepto-da-premier-league/

## O que aconteceu

Um episódio especial do podcast The Athletic FC analisou o impacto da pirataria no consumo de futebol no Reino Unido e discutiu a hipótese de a Premier League lançar uma plataforma própria de transmissão online (streaming) — apelidada informalmente de “Premflix”. Estimativas citadas no programa indicam que **9% dos adultos no Reino Unido** recorreram a transmissões ilegais nos últimos seis meses. A liga admite estar a “caminhar para essa opcionalidade”, mas sem uma mudança imediata antes do próximo ciclo de direitos no Reino Unido, a partir de 2029.

### Por Que Importa

- Receitas de direitos no Reino Unido: a Premier League recebe cerca de **€1,81 mil milhões (£1,6 mil milhões)** por época; um serviço direto teria de igualar este valor com assinaturas, absorvendo ainda custos de plataforma, operação e apoio ao cliente.
- Disposição a pagar: adeptos inquiridos apontaram valores entre **€17–€68 (£15–£60)**/mês; a matemática sugerida no podcast: **5 milhões x €29 (£26)** ou **10 milhões x €15 (£13)** para cobrir a fasquia anual — sem margens para custos adicionais.
- Risco vs. segurança: clubes dependem fortemente dos direitos — em 2023/24, a **televisão doméstica representou 44%** das receitas agregadas; em nove clubes, **≥70%** do rendimento. A migração para direto‑ao‑consumidor aumentaria o risco de fluxo de caixa.
- Anti‑pirataria e valor do produto: especialistas defendem **inovação** na oferta para competir com conteúdos ilegais; a manutenção do valor do produto é crítica para o retorno do investimento (ROI) em toda a pirâmide do futebol inglês.

### Números

- Dívida bruta da Premier League (2023/24): **€5,33 mil milhões (£4,7 mil milhões)**.
- Receitas de TV domésticas aos clubes (2023/24): **€3,17 mil milhões (£2,8 mil milhões)**.
- Crescimento dos direitos internacionais no último ciclo: **+27%**.

### Entre Linhas

- Operar direto‑ao‑consumidor exige infraestrutura de **produção, distribuição e suporte** — custos não divulgados — que hoje estão, em grande parte, do lado de parceiros como Sky e TNT Sports.
- Potenciais novos financiadores, de **grandes plataformas tecnológicas** a **patrocinadores que subsidiem conteúdos premium**, são vistos como hipóteses, mas o apetite tende a concentrar-se apenas nos eventos “maiores”, deixando incerto o financiamento do **“semana a semana”**.

### E agora?

- A liga trouxe a **venda de direitos para dentro de casa** após o fim do acordo com a IMG, preparando cenários para 2029.
- Qualquer “Premflix” exigiria testes calibrados (não confirmado), bundles com parceiros ou modelos híbridos (pay‑per‑view, multilíngue, cam flexível) para mitigar riscos e responder à pirataria com **melhor produto**.
