# CBF define teto de 70% da receita para custos do futebol; sanções só a partir de 2028

> Regra de Fair Play financeiro limita salários, encargos, direitos de imagem e amortizações; monitorização arranca em 2026, com fase educativa antes de penalizações

- Publicado: 2025-11-12 09:01
- Tags: Industria, Brasil, Rio De Janeiro, Cbf
- Fonte original: [UOL / Coluna Rodrigo Mattos](https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2025/11/12/como-a-cbf-vai-controlar-os-gastos-dos-clubes-com-futebol-no-fair-play.htm)
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## O que aconteceu

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, esta terça-feira, o esboço do seu modelo de Fair Play financeiro, com foco em **controlar gastos operacionais do futebol até 70% das receitas** dos clubes. O plano ainda recebe sugestões e ajustes e deverá ser publicado no final de novembro. A monitorização começa em **2026** (fase sem punições) e as **sanções passam a vigorar em 2028**. O limite abrange salários, encargos, direitos de imagem e amortizações de passes; investimentos em aquisições (pagamentos por direitos) ficam fora deste teto.

### Por Que Importa

- Introduz um **limite objetivo de custos (70% da receita)**, alinhado com tendências internacionais, para travar a escalada de despesas no Brasil.
- O faseamento (monitorização em 2026 e penalizações em 2028) dá **previsibilidade** e tempo de adaptação aos clubes, reduzindo risco de rutura competitiva.
- A exigência de **défice zero ou superavit** a partir de 2028 força disciplina orçamental e melhora a **credibilidade perante investidores e credores**.
- Pénaltis graduais e tolerância a défice até **€4,91 M (R$30 M)**/ano em média por três épocas, ou 2,5% da receita, balizam o risco sem inviabilizar operações (valores acima implicam medidas corretivas).

### Entre Linhas

- Clubes pediram incluir métricas de **fluxo de caixa** além do apuramento contabilístico, para refletir liquidez real e evitar tensão de curto prazo — ponto crítico num mercado com receitas voláteis de transmissões e vendas de jogadores.
- A receção inicial dos clubes foi **maioritariamente favorável**, mas detalhes finais e eventuais exceções/regimes transitórios permanecem **não confirmados**.

### E agora?

- Até ao final de novembro, a CBF deve fechar o regulamento e esclarecer: critérios de cálculo de receita elegível, perímetro de consolidação (clube/SAD), tratamento de variáveis salariais e monitorização de direitos de imagem.
- Clubes terão de **rever folhas salariais, contratos de imagem e cronogramas de amortização** para caber no teto de 70% até 2028, ajustando políticas de contratação e renovações.
- Expectável maior procura por **receitas recorrentes** (bilhética, quotas de sócios, patrocínios e comerciais) para expandir o teto de custos sem comprometer o equilíbrio.
