# Pirataria em alta no Reino Unido e pressão para acabar com o blackout das 15h

> Estudo com 2.000 adultos indica 4,7 milhões a ver desporto em streams ilegais em seis meses; 57% dos adeptos querem o fim da proibição de transmissões às 15h de sábado.

- Publicado: 2025-11-10 09:36
- Tags: Direitos Tv, Inglaterra, Premier League, Portugal, Reino Unido, Sky Sports, The Athletic, Tnt Sports, Prime Video, Yougov Sport, Fact Federation Against Copyright Theft, Crimestoppers, Amazon Fire Tv Stick, Enders Analysis, Football Supporters Association Fsa
- Fonte original: [The Athletic (Adam Leventhal)](https://www.nytimes.com/athletic/6742752/2025/11/09/illegal-streaming-poll-results/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/11/10/pirateria-em-alta-no-reino-unido-e-pressao-para-acabar-com-o-blackout-das-15h/

## O que aconteceu

Um episódio especial do podcast The Athletic FC revelou que **9% dos adultos no Reino Unido** recorreram a transmissão ilegal de desporto nos seis meses até outubro de 2025 — cerca de **4,7 milhões de pessoas** — segundo inquérito da YouGov Sport. O futebol representou **78%** desses consumos e **57% dos adeptos** defendem o fim do blackout das 15h de sábado que impede emissões entre as 14h45 e as 17h15.

### Por Que Importa

- Pressão sobre o modelo de direitos: o blackout das 15h, criado para proteger assistências nas divisões inferiores, é visto como motor de procura por streams ilegais, reduzindo o **retorno do investimento (ROI)** dos detentores de direitos.
- Fragmentação de subscrições (Sky Sports, TNT Sports e jogos adicionais no Prime Video) eleva o custo para o adepto e incentiva a pirataria, corroendo **receitas de transmissão**.
- Risco reputacional e de segurança: a Premier League alerta para **fraude, roubo de dados e malware**, elevando a exposição para marcas e patrocinadores associados a conteúdos oficiais.
- Custos de combate à pirataria em alta: na última época, a Premier League diz ter **encerrado ou bloqueado 660.000 streams** em redes sociais e sites, esforço que implica investimentos técnicos e legais.

### Números

- 9% (4,7 milhões) viram desporto em streams ilegais; mais **200.000** do que há dois anos (8,7%).
- 9,7% “não sabe/não responde” (≈5 milhões), não contabilizando menores de 18 anos.
- Modalidades: **futebol 78%**, boxe 31%.
- Canais de acesso: sites não autorizados 42%; dispositivos tipo Fire TV/“firesticks” 31%; redes sociais 20%; pubs e bares 16%; VPN 15%.
- **77%** dos adeptos querem ver jogos das 15h na televisão; **83%** dos que vão regularmente ao estádio também.

### Contexto

- O blackout foi concebido nos anos 60 e aplicado desde meados dos anos 80 no Reino Unido para proteger assistências locais.
- A **Football Supporters’ Association (FSA)** reconhece mudança gradual de opinião, citando **preços “proibitivos”** e necessidade de múltiplas subscrições.
- Crimestoppers reporta **5 milhões de utilizadores** afetados por vírus/fraude/roubo de dados ligados a streams ilegais no último ano, apesar de dois terços dos inquiridos dizerem não estar preocupados.

### E agora?

- Debate sobre revisão do blackout e possíveis **modelos de pacote** mais simples/abordáveis para reduzir pirataria (não confirmado).
- Maior coordenação entre detentores de direitos e plataformas para reforçar **medidas anti-pirataria** e melhorar a **experiência oficial** (qualidade, preço, conveniência).
