# Cripto no desporto: patrocínios milionários entre ambição e escrutínio

> Crypto.com, Bybit e outras plataformas aumentam exposição em futebol, Fórmula 1 e UFC, enquanto reguladores apertam vigilância. Acordos somam centenas de milhões, mas casos de incumprimento levantam alertas.

- Publicado: 2025-10-29 07:42
- Tags: Patrocinios, Estados Unidos, Champions League, Uefa, Italia, Formula 1, Portugal, Espanha, Juventus, Fc Barcelona, Atletico De Madrid, Los Angeles, Uefa Champions League, Miami, Inter De Milao, Kraken, Ufc, Supertaca Da Uefa, Los Angeles Lakers, Cryptocom, Bybit, Binance, Whitebit, Digitalbits, Zytara Labs, Staples, Tether, Cnmv
- Fonte original: [Palco23 / Mundo Deportivo (Andrés Tomás)](https://palco23.mundodeportivo.com/entorno/de-cryptocom-a-bybit-el-mundo-de-las-criptomonedas-tambien-se-muestra-en-el-deporte)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/10/29/cripto-no-desporto-patrocinios-milionarios-entre-ambicao-e-escrutinio/

## O que aconteceu

Plataformas de criptoativos como Crypto.com, Bybit, Binance, WhiteBIT e Kraken intensificaram desde 2021 a aposta em patrocínios desportivos de topo, dos Los Angeles Lakers (naming rights) à Fórmula 1 e à Ultimate Fighting Championship (UFC), e agora no futebol europeu (FC Barcelona, Atlético de Madrid, Juventus). Em Espanha, a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) avisou em 2022 que iria vigiar a promoção de cripto em eventos desportivos. O ciclo inclui acordos de grande escala e episódios de rutura, como o conflito do Inter de Milão com a DigitalBits por alegados incumprimentos.

### Por Que Importa

- Novas receitas: clubes e competições encontraram nas cripto um fluxo de **patrocínios de alto valor** após a queda das receitas de dia de jogo pós‑pandemia.
- Risco regulatório: reguladores (ex.: **CMVM**) reforçam vigilância para proteger aforradores, podendo restringir publicidade e formatos de parceria.
- Dependência de contrapartes: casos como **Inter vs. DigitalBits** revelam risco de **incumprimento de pagamentos**, com impacto em caixa e reputação.
- Estratégia de marca: as plataformas compram **exposição global** (direitos de nome, mangas/camisolas, ativações digitais), procurando adoção massiva e credibilidade.

### Números

- Crypto.com pagou **700 milhões de dólares** por 20 anos de naming rights do pavilhão dos Los Angeles Lakers (≈35 milhões/ano).
- UFC: acordo de **10 anos / 175 milhões de dólares** com Crypto.com, incluindo presença na indumentária.
- Fórmula 1: parceria global com Crypto.com (5 anos, **>100 milhões de dólares**) e naming rights do Grande Prémio de Miami.
- Red Bull Racing–Bybit: **150 milhões de dólares** (desde 2022).
- Inter–DigitalBits: contrato anunciado de **85 milhões de euros**; litígio por **30 milhões de euros** após alegados impagos (2023).
- Juventus–WhiteBIT: cerca de **5 milhões de euros/época** (não confirmado oficialmente).

### Contexto

- Futebol: WhiteBIT (parceiro global do **FC Barcelona**), **Kraken** na manga do **Atlético de Madrid** (2024‑2025), **Juventus** com WhiteBIT; a UEFA fechou com **Crypto.com** para a Liga dos Campeões (2024‑2027) e Supertaça, primeiro parceiro de cripto da competição.
- Reguladores: a **CNMV** anunciou vigilância a campanhas que possam financiar clubes/organizações e considerou nova regulação (não implementada).

### E agora?

- Espera‑se maior **due diligence** e cláusulas de garantia/escrow em contratos com cripto.
- A evolução regulatória na UE e em mercados-chave poderá **ditar formatos publicitários**, abrangência digital e requisitos de transparência das plataformas.
