# Eintracht Frankfurt cria “tech” própria para controlar dados, gerar receitas e vender a terceiros

> O clube alemão consolidou bilhética, e-commerce, app e carteira digital numa única plataforma via EintrachtTech, já com faturação anual acima de €10 milhões e primeiros clientes externos.

- Publicado: 2025-10-26 09:19
- Tags: Tecnologia, Alemanha, Bundesliga, Frankfurt, Bayer Leverkusen, Boston Consulting Group, Tottenham Hotspur, Bayern Munique, Eintracht Frankfurt, Borussia Dortmund, Off The Pitch, Rb Leipzig, Tsg Hoffenheim, Vfl Wolfsburgo, Fc Nurnberg, Eintrachttech, Mainpay, Bmw Group
- Fonte original: [Off The Pitch](https://www.linkedin.com/pulse/football-meets-tech-how-eintracht-frankfurt-built-company-cp4ef)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/10/26/eintracht-frankfurt-cria-tech-propria-para-controlar-dados-gerar-receitas-e-vender-a-terceiros/

## O que aconteceu

O Eintracht Frankfurt lançou, em 2017, a subsidiária EintrachtTech (100% do clube) para ganhar independência tecnológica e competitiva. Sob liderança de Timm Jäger, consolidou dados de adeptos numa plataforma única, desenvolveu app, bilhética, e-commerce e a carteira Mainpay — utilizável no estádio e fora dele. A unidade já fatura **>€10 milhões/ano** e começou a licenciar a solução a outros clubes (três contratos assinados).

### Por Que Importa

- Controlo de dados do adepto permite **personalizar conteúdos e publicidade**, elevando conversão e retorno do investimento (ROI) de patrocínios e vendas.
- Infraestrutura própria reduz **dependência de terceiros** e comissões, melhorando margens em bilhética, retalho e ativações digitais.
- A Mainpay gera **dados transacionais fora do estádio**, abrindo novas receitas com parceiros (ex.: viagens) e propostas com menor exposição reputacional, baseadas em dados primários.
- A venda da plataforma a outros clubes cria **nova linha de negócio B2B**, diversificando receitas para lá de direitos de transmissão e patrocínios tradicionais.

### Contexto

- Em 2016, o Eintracht evitou a despromoção por pouco; a direção optou por uma viragem digital para competir com rivais de maior orçamento (Bayern, Dortmund) e projetos suportados por investidores (RB Leipzig, Hoffenheim, Wolfsburgo, Leverkusen).
- O modelo societário — clube maioritariamente detido por sócios — excluiu a entrada de investidores; a alternativa foi inovar e **internalizar tecnologia**.

### Entre Linhas

- Transparência com sócios e adeptos foi tratada como pilar para aceitação do projeto — chave para uso de dados e para ativar a app como **canal de vendas** de parceiros.
- Estratégia “build, own, operate” cria ativos reutilizáveis e escaláveis; a ambição é tornar a app uma das **4–5** usadas diariamente pelos adeptos do Eintracht.

### Números

- EintrachtTech: ~20 colaboradores, incluindo 13 desenvolvedores; **>€10M** de faturação anual (valores detalhados não divulgados).
- Três clubes já contrataram a plataforma (nomes não confirmados).
