# Semifinais da Libertadores 2025 reforçam modelo associativo e travam “Era das SAFs”

> Flamengo e Palmeiras lideram receitas e exibem dívida controlada; Atlético-MG e Botafogo, como SAFs, mostram alavancagem elevada e ficam pelo caminho

- Publicado: 2025-10-21 23:59
- Tags: Industria, Espanha, Atletico De Madrid, Laliga, Brasil, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Atletico Mg, Real Madrid, Barcelona, Botafogo, Colombia, Copa Sul Americana, Outfield, Argentina, Osasuna, Copa Libertadores, Quito, Brasileirao Serie A, Laliga 2, Equador, Guayaquil, Soria, Ldu, Racing, Athletic Bilbao, Independiente Del Valle, Deportivo Numancia, Atletico Huila, Barcelona De Guayaquil, Galapagos Capital, Kfc, Sociedad Farlay Sa
- Fonte original: [Máquina do Esporte](https://maquinadoesporte.com.br/futebol/copa-libertadores-hegemonia-de-clubes-associativos-nas-semifinais-de-2025-barra-avanco-de-era-das-safs/)
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## O que aconteceu

As meias-finais da Copa Libertadores de 2025 reúnem quatro clubes sob **modelo associativo** — Flamengo, Palmeiras, LDU (Equador) e Racing (Argentina) — contrariando a narrativa de supremacia das Sociedades Anónimas do Futebol (SAF). Em 2024, o Botafogo (SAF) venceu a Libertadores e o Brasileirão, impulsionado por investimento do seu proprietário, John Textor, mas falhou em 2025 (eliminação nos oitavos). O Atlético-MG (SAF), finalista em 2024, nem se qualificou.

### Por Que Importa

- Receitas e sustentabilidade: em 2024, o **Flamengo faturou €204 M (R$ 1,287 B)** e o **Palmeiras €179 M (R$ 1,128 B)**, liderando no Brasil, segundo o relatório Convocados 2025 (Outfield/Galapagos Capital).
- Alavancagem sob controlo: rácios dívida líquida/receita foram **0,5 no Flamengo** e **0,7 no Palmeiras** — próximo do limiar “ideal” —, sinalizando menor risco financeiro e maior capacidade de investimento recorrente.
- SAFs com risco elevado: o **Atlético-MG** apresentou rácio **3,8** e o **Botafogo 2,2**; o balanço de 2024 do Botafogo mostrou **prejuízo de €47 M (R$ 299 M)**, pior que a projeção do estudo.
- Estratégia vs. forma jurídica: performance desportiva recente sugere que **governança e gestão** pesam mais do que a natureza jurídica (SAF vs. associativo) para competitividade e retorno do investimento (ROI).

### Contexto

- Desde a institucionalização das SAFs no Brasil, só em **2024** uma SAF venceu a Libertadores; nos restantes anos, clubes associativos (ou equivalentes nos países vizinhos) dominaram.
- Em Espanha, apesar do regime de Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) ter vigorado por décadas, **Real Madrid e Barcelona** — ambos associativos — mantiveram hegemonia; SADs conquistaram apenas 7 títulos da LaLiga em 35 épocas.
- Na Argentina, o **Racing** e a maioria dos clubes mantêm-se associativos e posicionaram-se contra a adoção do modelo SAD proposto pelo governo de Javier Milei.

### Entre Linhas

- A disciplina financeira de Flamengo e Palmeiras — com **receita robusta e dívida gerível** — traduz-se em vantagem estrutural sobre projetos altamente alavancados, mesmo quando estes contam com capital de investidores externos.
- A LDU reforça o modelo associativo com o projeto “Socios del Fútbol”, aprofundando **engajamento e base de receitas de sócios** como alternativa a capital externo.

### Números

- Brasileirão 2025: Flamengo e Palmeiras lideram com **61 pontos**; Cruzeiro (SAF) segue a **5 pontos** e com um jogo a mais.
- Botafogo 2024: **prejuízo de €47 M (R$ 299 M)**.
- Rácios dívida/receita (2024): Flamengo **0,5**; Palmeiras **0,7**; Atlético-MG **3,8**; Botafogo **2,2**.
