# Estudo aponta 27.440 mensagens de apostas no arranque da Premier League, pressionando regulação

> Universidade de Bristol detecta média de 22 anúncios por minuto num jogo; quase metade ocorreu apesar da proibição “whistle‑to‑whistle”. Clubes enfrentam reconfiguração de patrocínios com a proibição nas frentes de camisola em 2026.

- Publicado: 2025-10-08 08:46
- Tags: Apostas Desportivas, Inglaterra, Premier League, Manchester City, Reino Unido, Futebol Feminino, Nottingham Forest, Wolverhampton Wanderers, Womens Super League, Efl, Fa, Bristol, Brentford, Bet365, Paddy Power, Debet
- Fonte original: [The Athletic](https://www.nytimes.com/athletic/6697257/2025/10/08/premier-league-gambling-betting-advertising/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/10/08/estudo-aponta-27440-mensagens-de-apostas-no-arranque-da-premier-league-pressionando-regulacao/

## O que aconteceu

Um estudo da Universidade de Bristol contabilizou **27.440 mensagens de apostas** no fim‑de‑semana de abertura da Premier League no Reino Unido (15–18 de Agosto), após monitorizar 29 horas de emissões em directo, canais desportivos, rádio e anúncios em redes sociais. No Wolverhampton–Manchester City foi registada uma média de **22 anúncios por minuto**. Quase **metade** das mensagens surgiu durante a janela coberta pela proibição televisiva “whistle‑to‑whistle” (cinco minutos antes do pontapé de saída até cinco minutos após o fim), que visa restringir publicidade durante jogos em directo.

### Por Que Importa

- Pressão regulatória: a proliferação de marcas (43, +39% face ao ano anterior) reforça o argumento de que a autorregulação falhou, podendo acelerar **regras estatais mais duras** sobre publicidade e patrocínios no futebol.
- Receita em risco: 11 de 20 clubes ainda têm casas de apostas como patrocinadores principais; a proibição de patrocinadores de apostas na **frente da camisola** entra em vigor na próxima época, abrindo um vazio comercial potencialmente de **dezenas de milhões de euros por época (valores não divulgados)**.
- Avaliação de inventário: com o “whistle‑to‑whistle” a falhar na prática, marcas deslocam investimento para **suportes não abrangidos** (equipamentos de treino, painéis LED, backdrops), aumentando saturação e reduzindo eficácia média por impressão.
- Proteção de menores e risco reputacional: governos e ligas podem impor **limites de visibilidade** e horários, afectando **CPM (custo por mil)** e retorno do investimento (ROI) dos patrocinadores.

### Contexto

- Em 2023, os clubes da Premier League votaram banir patrocínios de apostas na frente de camisola a partir de 2026; entretanto, Nottingham Forest, Brentford e outros mantêm acordos activos (valores não divulgados).
- A Premier League, EFL, FA e Women’s Super League adoptaram em Julho de 2024 um código de conduta para acordos com o sector do jogo, com directrizes sobre **protecção de crianças** e responsabilidade social.

### Entre Linhas

- A **janela “whistle‑to‑whistle”** limita anúncios televisivos, mas não cobre logos em estádios, equipamentos e entrevistas — hoje as principais fontes de exposição, deslocando o **orçamento** para activos de alta visibilidade dentro do jogo.
- Saturação publicitária pode **desvalorizar inventário**: mais marcas a competir por “cada centímetro” reduz distinção e pode baixar **preços por espaço** em médio prazo.

### E agora?

- Clubes deverão diversificar carteira de patrocínios (tecnologia, finanças, consumo) e explorar **costas da camisola**, mangas e activos digitais para colmatar a saída das apostas.
- Possível **intervenção governamental** (não confirmado) poderá impor limites quantitativos de exposição e novas regras de colocação, afectando contratos em vigor.
