# IMG antecipa liderança das plataformas online nos direitos desportivos e reage à perda da Premier League

> Adam Kelly, presidente da IMG, defende que Netflix, YouTube, Apple e Amazon vão ditar o ritmo do mercado; Premier League internaliza produção internacional a partir de 2026-27.

- Publicado: 2025-10-03 08:07
- Tags: Direitos Tv, Inglaterra, Estados Unidos, Premier League, Champions League, Fifa, Liverpool, Formula 1, Portugal, Nfl, Canada, Youtube, Londres, Reino Unido, Apple, Espn, Paramount, Netflix, Mls, English Football League, Saudi Pro League, Fifa Womens World Cup, Uefa Champions League, Kensington, Img, Tko Group Holdings, Premier League Productions, Google, Amazon Prime, Nbc, Peacock, Comcast, Warner Bros Discovery
- Fonte original: [The Athletic](https://www.nytimes.com/athletic/6676011/2025/10/03/netflix-youtube-sports-rights/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/10/03/img-antecipa-lideranca-das-plataformas-online-nos-direitos-desportivos-e-reage-a-perda-da-premier-league/

## O que aconteceu

Adam Kelly, presidente da agência global de marketing desportivo IMG (do grupo TKO), afirmou no IMG x RedBird Summit 2025 que as grandes plataformas de transmissão online (streaming) — Netflix, YouTube/Google, Apple e Amazon — vão dominar a próxima fase dos direitos desportivos. As declarações surgem após a Premier League decidir não renovar com a IMG a operação internacional do Premier League Productions, internalizando-a a partir de 2026-27. Kelly destacou ainda novos movimentos: Apple com a Major League Soccer (10 anos, $2,5 mil milhões), proposta para Fórmula 1 nos EUA (US$120-150M/ano, não confirmado), Netflix com Mundial Feminino da FIFA (EUA/Canadá) e acordo com a NFL para o Dia de Natal, além de eventos de boxe com audiências anunciadas de 41 milhões (não auditado).

### Por Que Importa

- Mudança estrutural: plataformas com escala global e dados de audiência monetizam “horas de visualização” melhor do que a televisão por subscrição, pressionando preços e modelos de distribuição.
- Concorrência por direitos: mais compradores digitais tende a inflacionar valores dos pacotes premium (ligas de topo e eventos globais), impactando receitas de clubes e federações.
- Estratégia dos detentores de direitos: a internalização da produção pela Premier League sinaliza maior controlo da cadeia de valor e margem, mas envolve risco operacional e investimento inicial elevado.
- Publicidade segmentada: Google/YouTube e Netflix (com publicidade) reforçam o apelo do desporto ao oferecer segmentação precisa e menor desperdício de investimento publicitário.

### Contexto

- A IMG perdeu a operação internacional da Premier League, mas reforçou relações com MLS (via Apple), EFL (English Football League) e assinou colaboração de seis anos com a Saudi Pro League (detalhes financeiros não divulgados).
- YouTube testou jogos em direto da NFL e negoceia distribuição com a NBC/Comcast face a conteúdos exclusivos do Peacock (plataforma de transmissão online da NBC).
- Amazon mantém presença em desporto (NFL nos EUA, Liga dos Campeões em mercados europeus) e a ESPN/Disney, Paramount+ e Warner Bros. Discovery avaliam posicionamentos futuros (termos não confirmados).

### Entre Linhas

- Audiências recorde citadas carecem de auditorias independentes em vários casos — métricas e metodologias não divulgadas.
- Impacto em mercados locais (ex.: blackout, acessibilidade de preços, partilha de dados) pouco claro — reguladores podem intervir (não confirmado).
- Sem dados adicionais (não confirmado).
