# FIFPRO denuncia excesso de jogos e falta de descanso: risco crescente para a saúde dos jogadores

> Relatório aponta incumprimento generalizado dos 28 dias mínimos entre épocas e pré-épocas encurtadas; casos de 70+ jogos por atleta e viagens intercontinentais agravam cenário.

- Publicado: 2025-09-30 08:14
- Tags: Industria, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Fifa, Italia, Manchester City, Espanha, Juventus, Franca, Paris Saint Germain, Nba, Real Madrid, Australia, Inter, Fifa Club World Cup, Mlb, Comissao Europeia, Nova Zelandia, America Do Sul, Oceania, Chelsea, Bayern Munique, Nottingham Forest, Fifpro
- Fonte original: [Calcio e Finanza](https://www.calcioefinanza.it/2025/09/29/denuncia-fifpro-troppe-partite-rischio-infortuni/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/09/30/fifpro-denuncia-excesso-de-jogos-e-falta-de-descanso-risco-crescente-para-a-saude-dos-jogadores/

## O que aconteceu

A FIFPRO, sindicato mundial dos futebolistas, divulgou o relatório anual Player Workload Monitoring denunciando que clubes de topo não estão a cumprir os 28 dias mínimos recomendados de descanso e de preparação entre épocas. No último Mundial de Clubes, nenhuma equipa respeitou o patamar; Chelsea e Paris Saint‑Germain deram 20 e 22 dias de pausa e apenas 13 e 7 dias de pré‑época, enquanto Real Madrid e Manchester City ficaram abaixo de três semanas em cada fase. A FIFPRO reforça riscos de queda de rendimento e lesões, ecoados por Darren Burgess, novo diretor de performance da Juventus, e por jogadores como Chris Wood.

### Por Que Importa

- Risco de ativos: mais lesões significam desvalorização de passes, salários ociosos e indemnizações, com impacto direto no custo do plantel e no retorno do investimento (ROI).
- Calendário e receitas: a expansão de competições pressiona a integridade competitiva e pode reduzir qualidade de jogo, afetando audiência, patrocínios e direitos de transmissão.
- Governança: há um queixa formal da FIFPRO na Comissão Europeia por alegado abuso de posição dominante da FIFA (não confirmado o desfecho), podendo abrir porta a regulação do calendário.
- Gestão de performance: pré‑épocas encurtadas e ciclos de recuperação insuficientes comprometem métricas físicas e disponibilidade, elevando custos médicos e de seguros.

### Números

- Recomendação: 28 dias de descanso + 28 dias de preparação entre épocas (não cumpridos pelas equipas analisadas).
- Exemplos: Chelsea (20 dias de pausa, 13 de pré‑época); PSG (22 e 7); Real Madrid e Manchester City: menos de 3 semanas em cada.
- Volume individual: Alessandro Bastoni, Fabián Ruiz e Federico Valverde com 70+ jogos em 2024/25; Achraf Hakimi com 69 e projeção de 74; Kim (Bayern) com 20 jogos consecutivos sem os 5 dias mínimos de recuperação.
- Comparação entre modalidades: finalistas da NBA com ~14 semanas de pausa; equipas das World Series (MLB) ~15 semanas.

### Entre Linhas

- Clubes como Chelsea e PSG registaram listas extensas de lesionados, associadas pela FIFPRO ao congestionamento (correlação apontada; causalidade não confirmada).
- Jovens talentos com calendários inflacionados (ex.: Lamine Yamal) aumentam risco de burnout, com potenciais perdas de valor futuro.
- Impacto logístico: viagens intercontinentais (Oceânia, América do Sul) dificultam recuperação, mesmo em voos com camas.
- Termos financeiros ou compensatórios por incumprimento de diretrizes de descanso: valores não divulgados.

### E agora?

- Possível escrutínio regulatório na UE ao papel da FIFA na calendarização (desfecho não confirmado).
- Clubes e ligas podem rever políticas de rotação, janelas de descanso e desenho de pré‑épocas para mitigar risco e proteger ativos.
- Sem dados adicionais (não confirmado) sobre mudanças imediatas no calendário do próximo ano.
