# Capital estrangeiro ganha terreno no futebol italiano: metade da Serie A e B já com donos de fora

> Fundos norte‑americanos e investidores asiáticos expandem-se para clubes médios e pequenos, atraídos por avaliações mais baixas e perspetivas de valorização.

- Publicado: 2025-09-25 10:06
- Tags: Financas, Italia, Serie A, Milao, Inter, Serie B, Como, Parma, Atalanta, Roma, Bologna, Fiorentina, Genoa, Milan, Pisa, Hellas Verona, Monza, Cesena, Palermo, Sampdoria, Spezia, Venezia, Fininvest, Beckett Layne Ventures, Bain Capital, Mediacom, Mobexpert, Oaktree, Redbird Capital Partners, Toyota Usa, Presidio Investors
- Fonte original: [Calcio e Finanza](https://www.calcioefinanza.it/2025/09/24/proprieta-straniere-nel-calcio-italiano/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2025/09/25/capital-estrangeiro-ganha-terreno-no-futebol-italiano-metade-da-serie-a-e-b-ja-com-donos-de-fora/

## O que aconteceu

Mais de metade dos clubes das ligas principais em Itália (Serie A e Serie B) estão hoje controlados por investidores estrangeiros. Em 2025, 11 dos 20 em Serie A e oito em Serie B têm capital de fora, num movimento que vai dos grandes fundos norte‑americanos a magnatas asiáticos. Entre os casos recentes, destaca-se a venda do Monza da Fininvest (família Berlusconi) ao fundo norte‑americano Beckett Layne Ventures por valores não divulgados.

### Por Que Importa

- A entrada de capital estrangeiro está a reconfigurar a propriedade e a estratégia dos clubes italianos, com impacto em receitas (bilhética, comercial, direitos de transmissão), investimentos em estádios e mercado de transferências.
- Em clubes médios/pequenos, o preço de entrada é inferior, permitindo estratégias de compra, desenvolvimento e alienação com retorno do investimento (ROI) em 5–7 anos.
- Nos grandes, a pressão para ganhar força decisões de investimento que nem sempre são racionais do ponto de vista económico, aumentando a necessidade de novos ativos (como estádios) para crescer receitas.

### Números

- Serie A: 11/20 clubes com controlo estrangeiro. Exemplos: Atalanta (consórcio liderado por Stephen Pagliuca), Bologna (Joey Saputo), Como (família Hartono), Fiorentina (Rocco Commisso), Genoa (Dan Șucu), Inter (Oaktree), Milan (RedBird), Roma (Friedkin), Parma (Kyle Krause), Pisa (Giuseppe Corrado/Alexander Knaster), Hellas Verona (Presidio Investors).
- Serie B: oito clubes com capital internacional, incluindo Cesena, Monza, Palermo, Sampdoria, Spezia e Venezia.
- Monza: avaliação após descida apontada para cerca de €45 milhões, menos de metade do seu faturamento 2024 (valores indicativos na fonte; preço de transação não confirmado).

### Contexto

- A lógica de investimento difere por segmento: nas médio‑pequenas pesam a entrada barata, a valorização de ativos (plantel, academia, marca) e a possibilidade de saída com mais‑valias; nos grandes, a competitividade desportiva obriga a sustentar salários elevados e retenção de estrelas.
- Inter e Milan apontam o novo estádio em Milão como alavanca para aumentar receitas operacionais e valor de longo prazo, combinando financiamento com capital próprio (equity) e dívida, segundo documentação submetida à autarquia.

### E agora?

Espera‑se continuidade do apetite por ativos italianos de menor avaliação, com investidores a procurar carteiras multi‑clube e oportunidades de requalificação de estádios. Em paralelo, os grandes dependerão da execução de projetos imobiliários e de governação financeira para reduzir volatilidade e melhorar margens.
